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O meu pai vem viver connosco – uma boa solução?
Sabia que em cerca de 10% dos agregados familiares portugueses – perto de 400.000 casos – os pais ou avós vivem com os filhos ou netos? Isto acontece por várias razões, desde os custos da habitação, que levam famílias a partilhar casas de maior dimensão, ou o facto de os jovens saírem cada vez mais tarde de casa dos pais.
Mas também têm vindo a aumentar as situações em que os filhos recebem os pais em casa, seja por razões de saúde e dependência, o trauma de uma viuvez recente, dificuldade de acesso (prédios antigos sem elevador, por exemplo), ou a incapacidade de continuar a assegurar as tarefas diárias de uma casa – limpeza, compras, organização, entre outras.
Estas “reuniões” familiares podem ter muitos benefícios para as pessoas idosas, nomeadamente a convivência multigeracional, particularmente quando há crianças (netos) envolvidas. Mas também trazem diversos desafios, dos quais podemos destacar a sensação de perda de independência, a quebra de laços com a comunidade onde sempre viveram, o sentimento de intrusão e de ser um fardo para os outros.
É muito importante planear e colocar todas as perguntas “difíceis” para as questões que podem ser um entrave numa convivência sã. Damos uma lista de 10 perguntas que se devem colocar, tanto do lado dos idosos como dos familiares.
10 perguntas que os Idosos devem fazer antes de mudarem para casa de familiares
- Vou ter o meu quarto e a minha privacidade?
- Que responsabilidades ou tarefas é que vão esperar de mim?
- Vou ter de tomar conta das crianças?
- Há despesas para as quais eu possa ou deva contribuir?
- O que é que vai acontecer à minha casa e aos meus bens?
- A vossa casa tem condições de segurança para mim?
- Posso levar os meus animais de estimação?
- Posso receber visitas de amigos?
- Os acessos são adequados às minhas atuais ou eventuais futuras restrições de mobilidade?
- Vou poder continuar a tomar as minhas próprias decisões?
